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Como o jornalismo digital local vai cobrir o dia da votação

por | set 29, 2022

Associadas à Ajor de três regiões distintas do Brasil contam como estão se preparando para trazer informações essenciais ao seu público neste domingo

Em contagem regressiva para domingo (2), milhões de brasileiros se preparam para o 1º turno da eleição que decide quem ocupará as cadeiras da Presidência da República, dos governos dos estados, Assembleias Legislativas, Câmara dos Deputados e Senado pelos próximos quatro anos. 

Em 2022, a  corrida eleitoral ganhou um peso diferente com a escalada de violência política contra eleitores, candidatos e jornalistas. A Ajor já mostrou como as associadas se prepararam para cobrir o pleito e como jornalistas podem se proteger de ataques

Nesse cenário de insegurança, vem também o grande desafio de cobrir o dia da votação. “Chama atenção a preocupação de mesários com a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que proíbe levar o telefone celular, mesmo desligado, para a cabine de votação. Muitas pessoas ouvidas relatam temor de situações de violência, aspecto que nos deixa ainda mais atentos para situações atípicas no dia de votação”, afirma a Ana Avila, editora do Sul21.

Para monitorar os casos de violência política, a Agência Pública receberá denúncias por formulário. No domingo, vai realizar um Twitter Spaces com as análises do dia da votação, a partir das 16h (horário de Brasília). Além disso, a organização se juntou ao Núcleo e Aos Fatos no projeto Sentinela Eleitoral, que vai investigar desinformação e discurso de ódio nas redes sociais, com o apoio da academia.

Já o Canal Meio vai acompanhar a apuração em uma live especial no Youtube, com os jornalistas Pedro Doria, Mariliz Pereira Jorge, Flávia Tavares e Christian Lynch e o time do veículo em Brasília para trazer informações diretamente do TSE.

.O que devemos esperar da cobertura local?

De norte a sul do país, iniciativas de jornalismo local reestruturam suas equipes e criam novos canais para se conectar com seus públicos e oferecer conteúdos de qualidade neste domingo.

“Até a votação, estamos publicando reportagens sobre como os deputados influenciaram na vida da população das periferias e também trazendo novos nomes que vêm dessas regiões e estão na disputa deste ano”, afirma Paulo Talarico, editor-chefe da Agência Mural. A organização vai acompanhar o 1° turno nas periferias de São Paulo a partir da atuação dos correspondentes, e com uma cobertura ao vivo nas redes sociais.

Especializada na comunicação de bairros, a Agência Lume acompanhará o movimento nos locais de votação da região de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, por meio das redes sociais, tendo o Instagram como principal plataforma.

Já em Vitória da Conquista, na Bahia, o Conquista Repórter planeja uma atuação em grupos pela própria segurança de seus jornalistas, além de trabalharem excepcionalmente alocados no dia. Enquanto a ideia, ao longo da campanha, foi de uma cobertura menos factual e mais contextual, no dia da votação, a equipe percorrerá diferentes seções eleitorais para mostrar o clima entre eleitores, o trabalho de mesários e das forças de segurança que atuarão durante o pleito. 

“A expectativa é conseguir trazer aos nossos leitores, com o máximo possível de fidelidade, o cenário eleitoral em nível local, ao mesmo tempo em que acompanhamos a apuração das urnas e divulgamos os resultados, conforme forem sendo revelados pelo TSE”, explica Afonso Ribas, editor do Conquista Repórter.

No Sul do país, o empenho para cobrir o grande dia também é o mesmo. O Portal Boca no Trombone, do Paraná, também se planejou para trazer, durante todo o dia, lives, boletins especiais, reportagens, entrevistas e análises de especialistas. 

Já o Sul21 reforçou sua equipe com repórteres freelancers e fechou uma parceria com a PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), para que estudantes de Jornalismo possam participar do processo, monitorando os dados do TSE sobre a apuração pelo Brasil.

A principal ideia do jornal é que os leitores tenham uma fonte confiável e atualizada de informações. “Criamos grupo no WhatsApp e canal no Telegram por onde enviamos nossas principais reportagens sobre as eleições e pelo qual divulgaremos boletins no dia da votação, faremos atualizações ao longo de todo o dia no Twitter, Instagram e Facebook, pouco antes do fechamento das urnas daremos início a uma transmissão ao vivo”, explica a editora Ana Avila.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil