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Como se importar com a cultura organizacional da sua mídia

por | jun 16, 2023

Este conteúdo foi publicado originalmente pela Ijnet em 23 de abril de 2023.
Autora: Marina Souza

A cultura organizacional é um conjunto de valores que traz identidade para a empresa. Ela também serve para impulsionar as estratégias que melhoram o desempenho do veículo. Este foi o tema do décimo e último webinar do programa “Acelerando Negócios Digitais”, um projeto do ICFJ em parceria com a MetaDavid Grant, coach da Blue Engine Collaborative, apresentou 5 elementos que devem ser observados pelas equipes de liderança para reestruturar uma organização midiática.

Os elementos da cultura da performance

– Ter unidade. Grant afirma que todos de uma empresa têm que se enxergar na solução do problema e “remar” rumo ao objetivo em comum, como se estivessem na mesma canoa. É preciso compartilhar resultados para que todos estejam alinhados, buscar fazer o melhor e se sentir parte de uma equipe. “Essa é uma marca de uma cultura forte de desempenho, as pessoas sentem que estão na mesma direção.”

– Nomear os problemas e estabelecer metas para resolvê-los. O problema pode ser a necessidade de assinaturas, engajamento baixo ou a queda da receita. E as metas têm que ser agressivas, mas alcançáveis, específicas, mensuráveis e ter um tempo limite para serem atingidas.“Se sua equipe está trabalhando com metas e o resto da companhia não, mostre para a organização como você trabalha. Você pode ajudá-los, compartilhando a informação.”

– Tomar decisões baseadas em dados. As métricas ajudam na tomada delas, mas Grant afirma que todas têm suas falhas e que, por isso, é interessante mesclar duas ou três para guiar suas decisões, como, por exemplo, as métricas de volume de assinantes, de receita e retenção.“É importante um diálogo com os colegas sobre o que é importante para nós, como empresas, como jornalistas. Qual é a nossa visão? Isso está relacionado conosco?”

– Usar métodos ágeis. Trabalhar de forma interativa para conseguir as respostas da forma mais rápida possível. Ao invés de fazer lançamentos de grandes proporções, faça pequenos lançamentos, com testes rápidos para aprender a dinâmica, aprimorar e ajustar as ideias entre os processos e produtos. Procure, primeiramente, resolver as coisas de alto impacto e baixa dificuldade.

– Adotar o testar e aprender. Os testes informam os problemas dos produtos e serviços, aumentam as chances de comercialização e os aprendizados da equipe.

Um novo modelo de negócio

Ter uma cultura definida na empresa ajuda na adoção de práticas mais assertivas sobre a filosofia de gestão do negócio e na resolução dos problemas. Grant destaca que é bom ter uma visão de fora para perceber onde estão as falhas e alerta que a maioria dos problemas enfrentados nas organizações são estruturais e não sobre as pessoas.  Ele afirma ser mais produtivo tentar alinhar toda a equipe com a cultura organizacional do que levar para o lado pessoal e apontar, diretamente, um colega que não esteja seguindo as práticas. “Ter uma visão externa pode fazer as coisas soarem menos pessoais.”

Sobre o desafio da transformação de cultura dentro da organização, Grant afirma: “a primeira barreira está na nossa cabeça. Se nós pensarmos que o CEO ou o vice-presidente não irão mudar e, por isso, não adianta tentar, as coisas continuarão iguais”. Ele acredita que o trabalho de forma estruturada, com excelência, acaba sendo notado pelas lideranças. “A equipe representa o que eu quero que ela represente. Se eu não mudar a pessoa do meu lado, eu não consigo mudar o CEO. A mudança que eu quero ver no mundo começa comigo.”

Foto: Headway/Unsplash.